iMesh lança serviço legal de partilha de ficheiros
O iMesh, sistema de partilha de arquivos, acaba de anunciar que vai lançar um novo serviço, desta vez legal e pago. Agora, os cibernautas já podem aceder aos 15 milhões de canções registadas sem violar os direitos de autor.
O iMesh anunciou oficialmente que vai lançar um novo serviço, legal e pago. Recorde-se que esta rede foi, no passado, similar ao Napster, chegando mesmo a ser acusada em tribunal de partilha ilegal de ficheiros. No entanto, agora, os cibernautas já podem aceder aos 15 milhões de músicas registadas, sem violar os direitos de autor.
O iMesh, lançado em 1999, tornou-se numa das redes mais populares após o fim do Napster. Em 2003 foi processado pelas discográficas por violar os direitos de autor, porém antes de ser pronunciada a sentença ambas as partes chegaram a acordo por 4,1 milhões de dólares (cerca de 3,43 milhões de euros). Para o lançamento deste novo modelo de negócio, a rede distribuiu a versão 6.0 do seu software, o que permitirá aos utilizadores aceder a um serviço que "incorpora muitos dos benefícios comuns para o consumidor de partilha de ficheiros e das redes P2P", afirmou a empresa e comunicado. Para além disso, "assegura os direitos de autor", concluiu.
O iMesh adiantou ainda que este novo serviço será livre de publicidade e spyware. Por outro lado, garante a disponibilização, de forma legal, de 15 milhões de ficheiros da sua rede e da Gnutella. "Depois de um ano a desenvolver o primeiro serviço P2P autorizado, estamos muito entusiasmados por oferecer à indústria musical uma solução contra a pirataria”, assegurou o CEO da rede iMesh, Bob Summer.
Actualmente, o iMesh não é o único serviço deste tipo. O Mashboxx, do fundador do Napster, Shawn Fanning, é outro programa P2P que distribui música legalmente.
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CG, 2005/10/27
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