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Second Life ganha agência noticiosa
A Reuters "destacou" um dos seus repórteres para trabalhar no mundo virtual do Second Life. A sua missão é transmitir notícias do mundo real e virtual a todos os seus habitantes.
A Reuters decidiu inaugurar uma sucursal no Second Life, juntando-se assim a uma série de marcas que decidiram apostar num dos jogos virtuais mais populares do momento. A partir desta quarta-feira, a agência noticiosa irá começar a publicar conteúdos noticiosos do mundo real, em texto, vídeos e fotos, neste mundo virtual. Paralelamente, lançará um site, onde os leitores "do mundo real" podem encontrar notícias relacionadas com o Second Life.
Adam Reuters é o nickname de Adam Pasik, jornalista da agência britânica, que terá como missão transmitir as últimas da actualidade aos cerca de 400 mil membros activos desta comunidade, através de um blog e do chamado Reuters News Centre, um dispositivo móvel que os utilizadores podem transportar dentro do ambiente virtual.
Desenvolvido pelo Linden Lab, em São Francisco, o Second Life é o mais parecido que existe na internet com um universo paralelo. Com um conceito semelhante ao do popular SimCity, é um mundo virtual, a três dimensões, onde os utilizadores podem criar personagens, comprar propriedades, e interagir com outras pessoas. Mais de 900.000 já passaram pelo site, muitas dos quais optaram por construir aí a sua casa, para experimentar versões alternativas das suas vidas neste mundo gerado por computador. E a avaliar pelo volume de transacções que por aí se fazem, não temem abrir os cordões à bolsa. Todos os dias gastam em média um total de 350 mil dólares, ou seja, cerca de 280 mil euros. Uma maquia facturada graças à compra e venda de bens (desde propriedades a vestuário) e serviços virtuais, pagos na moeda local, os dólares Linden. Convém frisar que estes podem ser convertidos em dólares, traduzindo-se assim as actividades virtuais em ganhos reais.
Com o negócio a crescer a passos largos, alcançando um volume de 13 milhões de dólares ao ano, as grandes marcas estão cada vez mais interessadas em associar-se ao fenómeno. Toyota, Sony BMG, Sun Microsystems, Reebook, Adidas ou CNET são apenas algumas das empresas que abriram uma loja neste universo virtual ou fornecem aí informações sobre os seus produtos. A cadeia de hotéis Starwood, por exemplo, decidiu construir uma versão virtual de uma nova gama de alojamentos que irá inaugurar em todo o mundo em 2008.
Estas e outras actividades que acontecem no Second Life serão mais desenvolvidas nos artigos do chefe de redacção Adam Reuters.
Mais Informações: Entrevista com Pasick Reuters na Second Life
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